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22 de outubro de 2012

A despolitização, o controlo social e as alternativas


1 - A despolitização e o controlo social
2 - Elementos básicos para a construção de alternativa

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1 - A despolitização e o controlo social

Os tempos estão difíceis.

Estão difíceis para a multidão, pelas questões que sabemos – desemprego, cortes nos rendimentos e nos direitos, falsa democracia, ausência de futuro… Pretendemos capear, em seguida, essas dificuldades, por uma razão que se situa a montante, uma razão que, verdadeiramente, introduz dificuldades na compreensão do momento que se vive e, no desenvolvimento de uma contestação organizada e genuína, de refundação democrática da solidariedade e da equidade. A despolitização.
A despolitização das últimas décadas, programada pelo poder, está contemplada na Constituição, ao remeter para os partidos – com legalidade e subsistência financeira assegurada pelo Estado – todo o protagonismo na ação política. E é errado acusar exclusivamente a classe política saída do PREC, por isso. À medida que o tempo foi passando, o povo foi engolindo as várias colheres de xarope de histamínicos para se manter sonolento, sem os efeitos da alergia que convenientemente deveria ter sentido, desde que o regime fascista caiu, face aos gangs mafiosos que têm constituído o grosso da chamada classe política.

Numa primeira fase, o povo foi engolindo a necessidade da “consolidação democrática” excelentemente retratada por José Mário Branco no seu “FMI” (consolida, filho, consolida!) quando, de facto, o que se consolidava era o poder do capital e a corrupção, sua inerência, em termos monetários e de valores;

Depois, seguiram-se as colheres da “maioria de esquerda” em que o PC mascarava o seu confortável conformismo com a eterna espera de que o PS desenterrasse o seu parco esquerdismo do passado; e assim, o povo esperava, adiava as mudanças, talvez para as próximas eleições, cada vez menos participadas;

Entretanto, advieram duas doses de “FMI”, mistura de purga e diurético que provocaram forte desarranjo na vida dos trabalhadores, em 1977/79 e 1983/85; mas, os portugueses são um povo de fé e continuaram a encontrar a alegria de viver no consultório do médico de família, o PS/PSD;

O xarope seguinte veio do exterior e tinha na embalagem o rótulo “CEE”. De acordo com a bula inclusa, curava a tosse mais impertinente, a bulimia, a falta de estradas, de dinheiro, de amigos, de prestígio… E não teria contra-indicações para grávidas, cardíacos, epiléticos ou diabéticos;

A felicidade era tanta quanto a dos jovens caloiros fardados de negro depois de beberem 20 ginginhas no Rossio. Foram sorvidas doses industriais de fundos comunitários e crédito, à medida que se passeava nas novas autoestradas vendo a indústria definhar e a pujança de uma bem visível nova indústria, a do imobiliário, ouvindo o mavioso som das betoneiras;

Entretanto, veio a receita do euro, sem redução do fluxo de dívida nem da saída de capitais para o exterior. Está tudo bem, assegurava-se no consultório do PS/PSD; as dores nas costas é do tempo, as digestões curam-se com dieta, a prisão de vente com um laxantezito, as impinges com uma pomadita, a queda do cabelo com um elixir, as mamas descaídas com uma cirurgia plástica, a disfunção eréctil com uns comprimidos azuis… mesmo para os benfiquistas mais ferrenhos;

A alegria feneceu, não com a gripe aviária ou a gripe A, mas com quatro frascos de PEC e uma consulta ao especialista Troika, depois de uns açoites dados pela mamã Merkel, a Sócrates e Passos. Tudo acabará em bem, para si e sua excelentíssima família, aconselhou o médico de família, PS/PSD, na presença do estagiário Portas, após um esforço coletivo e algumas, poucas mas, notórias excepções.

O consumismo, adocicado com doses de xarope, ou as doses de xarope acompanhadas de consumo real ou projetado afetaram a capacidade de pensar e causaram efeitos colaterais na visão, contribuindo, em conjunto, para uma feliz despolitização, conveniente para a impune montagem de um estado de cleptocracia avançado.

Assim e apesar do seu arrastar de modo larvar, a crise, ao explodir em 2008 com ondas de choque crescentes com a passagem do tempo-espaço (ao contrário das bombas), encontrou uma população desprevenida e desprovida do hábito e da capacidade para uma abordagem mais profunda das causas, dos efeitos e das soluções.

Em 2011 foi ensaiado um xarope placebo chamado eleições, que substituiu a diarreia pela disenteria; e entretanto, os laboratórios da margem esquerda do parque industrial do controlo social mostram-se muito ativos na promoção do mesmo produto, na esperança de melhorarem as suas comissões de venda e assim garantirem ou, mesmo criarem, novos postos de trabalho, com rebuçados do dr. Keynes.

Na realidade, a plebe hesita ou mostra-se mesmo consciente de que o médico de família PS/PSD está velho, gordo, reumático e gangrenado, só resistindo porque ligado à máquina da repressão e ao apoio comunitário; no entanto, há quem dê ouvidos à gritaria dos delegados de propaganda dos laboratórios da margem esquerda, reles vendedores de banha da cobra, ainda que com qualidade atestada pela ASAE.

A ilusão resultante da despolitização provocará o comodismo da toma do fármaco eleições; ou, será a preguiça mental que constrói a ilusão de que tudo passará, através do funcionamento do mercado de bens e de serviços, incluindo nestes, os eleitorais?

Pouco importa se aquilo a que se assiste é a um arrastar dolente – apesar das marchas e procissões, dos gritos, das faixas inflamadas e dos sentidos epítetos dirigidos à mãe de Passos - sem ser sentida ou assumida a necessidade da morosa e difícil construção de alternativa, para além e contra o sistema de ditadura do mercado e das suas instituições. Nesse entretanto e para o efeito, afadigam-se no seio do movimento social, os novos e velhos sofistas, candidatos a mandarim, no sentido de reconstruir o controlo social e tornarem-se os seus gestores.

Os quadros partidários têm, em geral, baixa cultura política, mesmo quando possuidores de elevadas habilitações académicas; para confraternizar com uma plebe ignara e mansa, vai chegando. Em contrapartida, sentem-se confortados por se inserirem numa cadeia hierárquica, detentora da “linha justa” e sobra-lhes um forte espírito de pertença à seita, semelhante ao das claques do futebol, mais baseado na emoção, no espírito de grupo, do que na endogeneização de uma capacidade argumentativa.

Perante os neófitos ou potenciais recrutáveis, aquelas são as caraterísticas que mais usam, acenando com o conforto de se estar num grupo alargado, quando o contexto social, sabemos todos, é gerador de isolamento e individualização. A tática para o recrutamento não é diversa da utilizada pela IURD ou pelas Testemunhas de Jeová junto de suburbanos desenraizados.

Nesse contexto, reagem, sempre ríspidos, às críticas vindas de meios anarquistas ou alternativos ou, encolhem as orelhas, não respondendo às mesmas, para evitar discussões onde se possa evidenciar mais a pobreza política do partido junto das “massas”; e logo se sentem tocados quando alguém critica o seu clube, tomando a crítica como algo próximo do ataque ou ofensa pessoal. Parece que, como pessoas, se anulam em função da sua claque, como as formigas face ao formigueiro. A não reivindicação de carta de alforria pouco acontece porque no fim da sua estrada está um cargo de mandarim e mordomias estatais.

3 de julho de 2012

Para que servem as Forças Armadas? A doença senil do militarismo



Em 2005 divulgámos um texto[1] sobre a (in)utilidade das FA com referência também à sua atuação no terreno, nas últimas décadas Duas entrevistas dadas recentemente pelo general Loureiro dos Santos a propósito da saída de um seu livro, motivou-nos a escrever este texto e com ele agitar o anti-militarismo como área de crítica do sistema capitalista e das suas instituições; área que a frouxa esquerda institucional portuguesa ignora quase em absoluto.

Sumário

1.            Estado, só com forças armadas?
2.            As FA e os vazios de poder
3.            As FA e o perigo espanhol
4.            Os gastos com as FA
5.            A dimensão dos efetivos militares
6.            O papel das FA: fazer face às ameaças externas, evitar a “anarquia” e instrumento de política externa
7.            A participação das FA na “diplomacia económica”
8.            As  FA e a proteção civil
9.            As FA e as intervenções dentro do país
10.       As FA e as ameaças transnacionais
11.       Os gastos dos países europeus com a defesa
12.       Os pesadelos do general curam-se com mais gasto militar
13.       A visão da Europa, da Alemanha e da austeridade
14.       As FA e o serviço cívico
15.       As FA como escola de valores


Para que servem as Forças Armadas? A doença senil do militarismo



Comecemos com algumas curiosidades:

  • O livro do general surge na altura em que o advogado de negócios Aguiar Branco[2], em comissão de serviço como ministro da defesa nacional - nome ridículo dado num país cujo governo iça a bandeira branca perante os ultimatos do capitalismo global - cria uma comissão de reumáticos membros para a preparação de um “novo conceito de defesa nacional”[3]

  • O general autor do livro – Loureiro dos Santos – fará parte da comissão criada pelo referido causídico em funções ministeriais. E decerto, que defenderá no âmbito dos trabalhos dessa comissão, as ideias colocadas no livro ou expendidas nas duas entrevistas;

  • O livro é editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, pertença do grão-merceeiro Alexandre Soares dos Santos e onde habita um inteletual orgânico do regime cleptocrático, António Barreto;

  • Em suma, o livro não é apenas cogitação típica de militares na reforma, sobre a pátria, a defesa, o futuro dos paisanos mas, uma feliz conjugação entre Estado e capitalistas, com a intervenção de grados elementos da brilhante inteletualidade que serve a democracia de mercado.

Dessas duas longas entrevistas na imprensa escrita extraimos algumas observações, citando, em princípio, as afirmações do general Loureiro dos Santos.


1.      Estado, só com forças armadas?

As FA servem “Para dar consistência e realidade a um Estado, que sem elas não pode considerar-se como tal” [4]

Se um Estado só pode ser tomado como tal se tiver umas FA, a Costa Rica e a Islândia não são Estados, são territórios amputados, castrados, pois lhes falta a virilidade que só a tropa lhes pode conferir; serão um género de eunucos políticos. Assim sendo, Loureiro dos Santos terá de propor à ONU a expulsão daqueles países que não são Estados ou relegá-los a uma qualquer categoria inferior, como a de ONG. E coerentemente ter-se-á de mandar sair os embaixadores daqueles países, se os houverem, de facto; é que embora Portugal tenha umas FA, aqueles países pouca relevância devem dar a um país como Portugal.

A Islândia, mesmo sem FA, impôs a sua vontade ao capital internacional quando confrontada com a dívida dos seus bancos. E não tem tropa; e foi sem tropa que procedeu a uma varridela mestra na classe política. Por outro lado, não consta que a ausência de FA, tenha sido um aliciante para o desembarque de “marines” ou para a exibição de canhoneiras junto de Reikjavik, em prol dos sagrados interesses dos bancos ingleses e holandeses. Contrariamente ao que aconteceu em Grenada, nas Caraíbas, em 1983, onde o rambo Ronald Reagan utilizou o seu poderio militar para invadir uma ilha com 110000 pessoas cujos dirigentes não tinham a confiança da CIA.

Por seu turno, a Costa Rica, não sendo um país rico, goza da ausência de golpes de estado e massacres perpretados por militares, desde que a espécie foi lá extinta em dezembro de 1948; ao contrário dos seus vizinhos.

Por outro lado, uma das mais poderosas multinacionais do mundo e, certamente, a mais antiga – o Vaticano – está instituido como Estado e a sua legitimidade e poder não lhe são conferidas, decerto, pelas alabardas da Guarda Suiça.

Ficamos sem saber se, no fundo do pensamento teórico do general, um território sem população civil mas, competentemente defendido por FA – como a ilha de Diego Garcia – pode utilizar essa presença militar para se erigir em Estado. Fica a sugestão para um próximo livro do oficial.

Portugal, que por ter FA é um Estado a sério, na acepção delirante de Loureiro dos Santos, está colonizado pelo capital internacional, tem um governo exterior às suas fronteiras (a troika), que delega numa estrutura mafiosa – o PS/PSD – a satisfação dos seus soberanos interesses.

Perante esse facto, o que fazem as FA?

A Constituição (artº 275, nº 4) diz que as FA “estão ao serviço do povo português, são rigorosamente apartidárias”. Porém, as FA aceitam a actual perda de soberania em patente desfavor do povo português, sem sair das messes e dos gabinetes. Tal como aceitam o continuado controlo político do país, por uma estrutura partidária mafiosa; aceitam o acantonamento em S. Bento de um bando de paisanos, delegados da troika e bastas provas de uma menoridade inteletual tão grande quanto a sua venalidade. E, aceitam como comandante supremo das FA uma figura emanada da ganga partidária, ridícula e maculada por negócios e encobrimentos vários, pelos quais toda a grei está a pagar; incluindo os militares.

Essa aceitação torna, portanto, as FA coniventes com esse controlo,  mostrando-se, implicitamente, como parte integrante da estrutura partidária reinante, como parcela do partido-Estado.

19 de junho de 2012

A Grécia, o Syriza e a esquerda menor portuguesa



Lições das eleições gregas de 17 de junho

É evidente que o resultado das eleições gregas nada irá resolver dos problemas do povo. Tudo indica que vai sair das eleições um governo frágil, saído precisamente das hostes dos responsáveis das desgraças que vêm recaindo sobre os gregos; das hostes da Nova Democracia e do Pasok, com um ou outro apêndice; na Grécia haverá uma versão helénica do PS/PSD, eventualmente de vida curta.

A análise dos resultados revela:

  • Houve uma nefasta sensibilidade de parte substantiva do povo grego face à campanha indutora do medo, da ameaça de maiores desgraças, do aceno de uma hecatombe, com saída da UE e do euro. Esse medo promoveu uma concentração dos votos na Nova Democracia, com a continuidade da penalização do Pasok;

  • Essa campanha foi claramente orquestrada pelo capital financeiro e pelos seus funcionários globais (FMI, BCE e Comissão Europeia), pelos seus executantes nacionais, com destaque para Merkel, pelos media e, ainda para os escalões mais baixos da criadagem europeia. Estes, felizes pelo seu sucesso no empobrecimento coletivo dos povos, pelo seu desempenho na repressão e redução de direitos são como os cães; ladram sempre mais alto que os donos. É de elementar justiça, quando se fala de criadagem ou de cães, referir o dileto rafeiro da Merkel, o Passecos;

  • Os gregos procuraram nestas eleições uma solução governativa, polarizando os seus votos em duas formações políticas, tomadas como as mais capazes ou, com maior probabilidade, de dirigir essa solução. O voto na Nova Democracia representa a procura da continuidade com receio de uma rotura com o memorando da troika. O voto no Syriza significa a aposta na rotura com receio do agravamento resultante da continuidade desse memorando;

  • A questão é que a realidade vai trazer um governo de direita, que  protagonizará a aplicação de um agravamento das condições de vida através da continuidade do memorando e da submissão aos interesses do “mercado”, do capital financeiro, ao ritmo marcado pelos tenores das agências de “rating” que se elevam sobre o ensurdecedor coro dos governos e burocratas europeus;

  • É de admitir, porém, que surjam novas manobras “salvadoras”, classificadas de definitivas, pela parte do capital financeiro e dos seus funcionários, passado (temporariamente?) o susto grego; como aliás foi revelado em primeira mão pela subida das cotações nas bolsas. Essas manobras tentarão modificar algo para que tudo continue na mesma; e, de facto, continua por se saber como anular valores astronómicos de dívida – pública e privada – gerados pela incúria do sistema financeiro e pelos seus governos nacionais, sem promover a destruição desse próprio sistema, arrastado por falências de bancos em cascata. Hollande parece ser a figura típica da mudança, na mais estrita continuidade sistémica. Note-se que atualmente não é a Grécia o principal problema do poder global mas, a Espanha; para o efeito, abriram-se vários mealheiros no conclave do G20, no México e o FMI recolheu € 361000 M para se precaver;

  • Como irão reagir os gregos? Quantos, nos próximos meses de austeridade imposta pela troika e executada pelo governo de direita, perderão o medo e se sentirão mais próximos de um ativo repúdio do memorando? Manter-se-á o equilíbrio entre a diversidade de sensibilidades de esquerda que constituem o Syriza? Manter-se-á o seu programa de rotura ou alastrarão alguns sinais de menos firmeza programática observados nos dias anteriores às eleições de dia 17? Para já, o Syriza tomou a única atitude coerente, depois de assumir a vitória eleitoral da Nova Democracia – não participará num governo de direita e assumirá a oposição;

  • Para além do Syriza, nas ruas, entre os diversos grupos autónomos que posições se irão assumir, após o periodo eleitoral? Contestação radical como reação ao governo de direita e à maioria parlamentar que o suportará? Atitudes radicais contra os fascistas e a impunidade dos seus crimes contra imigrantes? E será o Syriza capaz de manter o diálogo e uma concertação estratégica com a contestação de rua?

  • E no resto da Europa, mormente nos outros países colonizados pela troika ou, sob a mira dos “mercados”, surgirá algo de mais consistente e duradouro no campo da contestação de rua e política? A pluralidade de grupos e movimentos de massas, como por exemplo, os indignados, os mineiros asturianos, os manifestantes alemães, os anarquistas, os ecologistas, os desempregados… serão capazes de uma ação concertada, permanente e radical, que vá para além de manifestações simultâneas em vários locais (15 de maio ou 15 de outubro de 2011)? E como aprofundar ligações com os povos das margens sul e oriental do Mediterrâneo, a braços com o desencanto perante as descendências dos regimes de Mubarak, Ben Ali ou Kadhafi? [1]


Acordes de esquerda menor, portuguesa

Como dissemos em análise efetuada após as eleições gregas de maio [2], a esquerda institucional portuguesa é constituida por duas formações perfeitamente inseridas no “establishment” político e dependentes do financiamento público; portanto, mais dedicadas à manutenção do sistema político, económico e social, do que na constituição de uma alternativa a esse mesmo sistema, opressor, autoritário e corrupto.

Essa lusa esquerda institucional,

  • Apresenta-se com uma lógica produtivista, de crescimento económico, sem falarem seriamente de redistribuição da riqueza – a mais iníqua da Europa ocidental;

  • Nada apresenta de mobilizador para a alteração do sistema político e de representação, por mais anti-democrático e propiciador de corrupção que ele seja;

  • Quanto à dívida pública acena para uma renegociação da mesma com a “troika” e que não pode protagonizar, apresentando como entretenimento mediático uma auditoria cidadã que pouco vai além de um site de banalidades e transcrições;

  • Ignora o anti-militarismo como componente de qualquer formação progressista de hoje;

  • Recusa-se a encarar de frente a insuficiência de um movimento sindical sectário e ineficaz para o reforço da união de trabalhadores e ex-trabalhadores, desempregados e imigrantes;

  • Mantém a postura leninista da imprescindibilidade do Partido, como pai severo a que todos se devem submeter, arrogando-se ao direito de controlar todos os protestos e movimentos, se necessário em ligação com a polícia;

  • Resume-se a lançar a confusão junto da multidão, apresentando banais soluções de caráter keynesiano, como se se tratassem de medidas anti-capitalistas. Aliás, a palavra capitalismo é uma referência pouco comum nas arengas dos lideres da esquerda do sistema; o que é, aliás, perfeitamente coerente com as suas propostas em geral.

4 de maio de 2012

A dívida total portuguesa – canibalização de um povo

Sumário:
1 - O endividamento da economia portuguesa
2 - Endividamento das empresas não financeiras
3 - Endividamento das sociedades financeiras
4 - Endividamento das administrações públicas
5 - Endividamento dos particulares
6 – Os direitos de crédito do exterior sobre a sociedade portuguesa
7 – Resumo da evolução dos vários tipos de passivos em cada agregado económico
8 - Tipos de responsabilidades por agregado económico

http://www.slideshare.net/durgarrai/a-dvida-portuguesa-total-canibalizao-de-um-povo

Estes e outros textos em:
http://pt.scribd.com/people/documents/2821310?page=1
http://www.slideshare.net/durgarrai/documents
http://grazia-tanta.blogspot.com/